8 de março O blog faz aniversario no dia internacional da mulher. E não sem motivo: as mulheres sao o tempero da vida, a nossa felicidade sempre a completar-se, em constante renovação. São a fonte da vida, o lar de toda emoção, um misterio que nunca desvendamos, mas pelo qual vivemos. Parabens a voces mulheres e os dois posts novos abaixo sao um brinde aos leitores, e , especialmente, às leitoras!
Escrito por Yuri às 19h12
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As pessoas Parte I – O trato Pessoas não são prioridades. É preciso tomar muita cautela ao se falar em interesses em determinado sujeito(a), porque cada um de nos possue especificidades (e excentricidades) que nos distinguem e trazem mais fascínio à vida. Se podemos definir metas para atingir uma hipotética estabilidade, em relação ao próximo é preciso se atentar a subjetividade ali presente, para não falharmos em uma analise demasiado racional ou fria. Cada face, cada forma de expressão são verdadeiros enigmas aos quais simplesmente não podemos ignorar e submeter ao nosso controle. Uma das grandes sacadas da vida é a obra de arte que todo sujeito compõe em seu universo interior, de maneira a ser descoberto com a surpresa que o desconhecido provoca. Pessoas são inspirações. As relações humanas são esplendidas, tal o mistério de nossas virtudes ou vicissitudes, do belo e do feio, da alegria e da tristeza. Por isso a existência é o maior bem, cujo valor é inestimável e imponderável às perenes previsões que achamos poder fazer, mas estão fadadas ao risco já pra nos e ainda mais aos outros. Desta forma, não é possível realizar conjecturas e nem desprezar o que o ouviremos de qualquer ser humano, tire ele proveito de sua inteligência ou ainda que seja completamente ignorante: não há duvida que algo haverá de se mostrar, como um permanente e sublime brilho da mente humana, que é inato e pronto para se fundir com as experiências terrenas. Por outro lado, o fato de esperar demais de outra pessoa é exigência que leva à irritação, uma vez que as potencialidades de alguém devem ser exploradas paulatinamente, de acordo com a personalidade que se demonstra. Claro que só depende da própria pessoa a busca do sucesso, não obstante ser necessário trabalhar o jeito, o comportamento, tão diferente quanto bonito em cada espírito.
Escrito por Yuri às 18h54
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O vazio Era um buraco da alma. Um mistério do escuro que se formava dentro de si mesmo. E enquanto tentava se afastar daquela treva, outra lembrança voltava a lhe atormentar. Era um espectro que se confundia com sua sombra. Ou será que já lhe atingia a própria expressão? Mais que tudo, que o próprio mundo, que as próprias pessoas, a maior a lição era do ser. Era um não saber que rumo tomar, uma estrada na qual não devia andar. O desconhecido é um temor humano da intima atração e aflição na solidão. Mas não apenas a nota solitária nos perturba, pois a ela acompanha o som da trajetória errante, quando não temos o controle da situação. Somos ignorantes por natureza por darmos passos no impossível passo do futuro. Mas estamos perdidos ao nos abandonar esta falsa consciência, e então percebemos insignificância. Nesta hora, o homem olhou ao seu redor. Não viu nada nem ninguém, contudo encontrou quem sempre se escondia na gloria material. A felicidade que dava um celular ou computador, a viagem de férias em plena atividade, sempre ligado. A velocidade das coisas ultrapassa os sentidos. Já não nos olhamos, o toque nos afasta, não ouvimos quem nos reclama, o paladar é de poucos. O cheiro? É o perfume que seduz, a maquiagem inebriante, a fumaça dos carrões do momento, nos quais passamos rapidamente pra casa, aonde enfiamos a cabeça na terra, ou melhor, na TV. Somos todos avestruzes. Virou-se. Até ali, não deveria ter do que reclamar: alcançara ambições, era saudável, nada lhe faltava. O trabalho lhe completava, cumpria suas obrigações em dia. Mas somos obrigados com nos mesmos, sem jamais oferecer um obrigado aos outros? Não. É apenas formal, é educado agradecer. E pela vida agradecemos? Pelo ar, pelo sol, pelo mar. Tudo nos foi dado e nada nos exige a natureza. O conflito era interno: deveria continuar como tudo tivesse normal ou a normalidade fazia-lhe mal? Isso. Não se percebe o medo social, que nos fecha cada vez mais e que apaga qualquer surpresa. Viu-se atordoado. Mas o que se iluminou à frente foi a luz da lâmpada da estrada. Voltou à realidade. O pneu furado do carro. Alguém parou. Ofereceu-lhe ajuda. O pneu do carro foi trocado. Poderia seguir viagem. Olhou-se no espelhinho do carro. Tinha agradecido a ajuda. Riu das complicações que impomos a vida, ao prazer: a alegria de viver é a simplicidade dos gestos, do coração, do amor. Basta sentir a profundidade, o sentido verdadeiro, a identificação com a vida e tantas vidas.
Escrito por Yuri às 18h49
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2011 A transitoriedade dos acontecimentos diários é uma constatação permanente. Não raro convivemos anos a fio com uma pessoa e, de repente, passado pouco tempo do afastamento, já não há menor sinal da antiga comunicação. É clara a controvérsia do momento atual da humanidade, no qual 500 milhões de pessoas se conectam ao facebook e, por conseqüência, há um certo enfraquecimento das relações sociais de companheirismo e cortesia. Deve-se fazer uma pergunta a si próprio: quantas vezes você já procurou saber da vida daquele velho conhecido da época de colégio, que nunca foi seu amigo, mas , inegavelmente, o conhece? Fica nítido o sentido da expressão estratificação social, que toma ares de filosofia a partir do ponto em que funciona como base da criação do facebook e encontra notável respaldo pelo sucesso desta rede social. Nao é por outra razão que fazemos uma seleção de pessoas com quem temos mais afinidade e com elas mantemos contato, sem jamais nos darmos conta do valor do desconhecido. Valho-me deste desconhecer para ilustrar uma sensação por qual passei ontem: encontrei uma colega de ensino médio com sua namorada, algo que não merece comentário porque absolutamente normal na contemporaneidade. O que me pareceu desagravel foi o jeito arisco desta minha ex-colega. Posso ter lhe entendido mal, afinal vai saber se ela estava com pressa mesmo? Não obstante esta ressalva, arrisco dizer que pela antiga falta de convivência dos tempos de colégio a conversa não foi muito longe, ainda que fosse minha vontade trocar mais figurinhas. Seria próximo de o sonhador imaginar-se amigo de todos ou de tantos. Sempre se formam círculos de intimidade, que são manifestações de defesa do instinto humano ao mesmo tempo em que sintoma inicial do ser social que é o homem. Por outro lado, se a inquietação é presente no interior da mente humana, em graus menores ou maiores, por que não tentar uma aproximação com quem nunca se ousou nada mais do que a formalidade do simples cumprimento? É de se supor que poderá até não ser fácil, como não foi pra mim. Mas nada que impeça boas surpresas, desde que nos libertemos de velhos ressentimentos e tenhamos evoluído em aceitação. Afinal, nada tão cansativo quanto sempre os mesmos papos, mesmo que venham de amigos. Recicle-se e feliz ano novo atrasado a todos!
Escrito por Yuri às 02h58
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Amor
Qual o tamanho do seu mundo? Mas não mais adequado E não com menos significado É que o mundo é feito de vidas Então, confessa: qual o tamanho da sua vida?
É feita para uma só pessoa? É medida pela dedicação ao trabalho? É uma questão de perspectiva Mas sejamos fortes galhos de um forte carvalho Com firmeza, viva!
Sem esquecer que sua vida vem do coração Então qual o tamanho do seu coração? Egocêntrico mesmo só no espelho Sem prejuízo da vaidade Nada melhor do que um elogio, certo?
E se amar a vida é a grande paixão Sabe você que seu coração precisa de amor Então pergunte: quanto amo? Ame-se de verdade Como a todos esteja aberto
Afinal amar é o verbo intransivo mais transitivo Sem cultura sem idioma sem partido Ele é mesmo todo o sentimento O mais humano, o controverso, o sofrido e divertido E tenha este alento Enquanto amar você esta vivo
Feliz Natal atrasado a todos!
Escrito por Yuri às 22h06
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Sugestão de cardápio comportamental
Não faça promessas que voce não possa cumprir. Não alimente esperanças que você não vai sustentar. Não diga verdades incertas se não quiser ouvir mentiras sinceras. Não queira me olhar de cima se você precisa de quem segure seu pedestal. Não seja bonzinho por recompensa se ajudar não é trabalho, é existir. Não venha com moralidades se amamos na imperfeição, se é paixão é surpresa e o sexo é o mais honesto comportamento humano.
Não exija mais do que o outro pode lhe dar. Não se cobre para não ser cobrado se acha que não deve nada pra ninguém. Não procure por algo que você não achará ou por quem não quer ser encontrado. Não desista nem quando estiver cansado se melhor quem cansa do que quem amansa. Não seja amigo daquele que só fala o que você quer ouvir se o grande inimigo é o seu professor e seu aprendiz.
Não ensine se não quiser ser ensinado. Não implique com tolices se o grande tolo é mal humorado. Não relativize valores igualitários se igual mesmo só nossa dignidade. Não machuque se machucar é sofrer sem perceber. Não destrua o que foi cultivado se seu único argumento é político e individual.
Escrito por Yuri às 02h52
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Notinhas Ideli Salvatti no Ministerio da Pesca? Lembram-se dela, caros leitores, é aquela da dancinha do mensalão!!! Mas em Brasilia é assim: não há memoria e o descaramento da corrupção é a olhos vistos...
Nando Reis cantando "gostava tanto de voce" do Tim Maia no programa do Jo. O que deu nele? Parecia cover de balada ou calouro de programa de talentos!!!
Mazembe dois. Inter zero. Ainda lembro das declarações apressadas de jornalistas durante a copa da África, na qual a rodo sairam frases como "o futebol africano é ingênuo" ou "os craques de lá jogam na Europa e não tem identificação com seus países". Com esta segunda eu até concordava e hoje veio a resposta já que no mundial só as vuvuzelas representavam a África e incomodavam as seleções, ao contrario das representações africanas. Hoje se viu a legitima festa africana, com dancinhas e irreverência. Contudo, a tal "ingenuidade" passou longe. O Mazembe jogou o feijão com arroz tático nas duas clássicas linhas de quatro, com a diferença de que Kabangu e Kaluyituka, respectivamente, um meia e um atacante muito habilidosos, jogaram demais. Do lado colorado mal se notou Kleber, Alecssandro e, principalmente, D'Alessandro, o craque que se escondeu. Culpa também do esquema defensivo (com dois volantes de marcação e três meias, sendo que Tinga é mais volante que sai pro jogo e Rafael Sóbis é um atacante que jogou travado de meia pela esquerda...) de Celso Roth, que nunca perderá o rotulo de "retranqueiro" e, por fim, da péssima marcação do Inter nos lados do campo.
Escrito por Yuri às 01h16
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O corredor Foi uma epifania. Acordou no meio da noite ofegante. Sua mulher lhe perguntava assustada o que acontecera. Nem ele sabia explicar. Levantou-se. Rapidamente rumou até a cozinha e beliscou o bolo de padaria amanhecido ao mesmo tempo em que beberica um copo de água gelada. Preocupou-se com um falso pavor pro qual não tinha mais idade. Seria ridículo? Viu sua expressão no grande espelho da sala. Tudo pareceu claro. Era a visita do tempo, entrando sem bater, sem perguntar, sem botox. No dia seguinte iniciou nova vida. Dizia que o brilho voltara aos seus olhos e que se negava a ceder as evidencias naturais dos anos passados. Chegara a hora de mostrar mais vitalidade e reviver os velhos tempos. Valeu-se até de mentir a idade, fez bronzeamento artificial, pintou os cabelos. Um ávido desejo de ser saudável. Confusão de conceitos e artificialidade humana disfarçada de boa saúde? Não, não. O Espírito do garoto voltara e acordara aquele senhor. Também corria à beira mar. Corria atrás do tempo, este implacável divisor de águas que dinamiza, que cura, que traz adaptações. É natural que venha, é a indicação da maré, é um aviso a todos nós navegantes. O navegante de nossa historia pensava ter o controle da situação e sabia exatamente o que fazia. Estaria logo a desbravar novos oceanos, novos lugares, novas pessoas. Por que não uma nova mulher? Esqueceu-se da essência natural da vida. Abandonou o respeito á bela feiúra que representa a velhice, com suas dores do trabalho, da educação dos filhos. A flor desabrocha e morre constantemente para renascer brilhante. O esplendor humano é questão de valor, que se distorce em futilidades e vaidades. Já não somos mais gente de carne, osso, rugas. Devemos ficar jovens. Devemos transar feito maquina. Devemos nos tornar bonecos de borracha com cara igual plastificada. Devemos ser? O tempo mais uma vez lhe encontrou. Desta vez serviu-lhe de companhia, sentado à praça onde começou a formar sua família e onde brincou com os filhos hoje já casados. A fonte central estava lá, assim como o velho chapéu de sol. De alguma forma se sentiu confortado por essas lembranças. Podem reparar: boas recordações são riquezas da mente lapidadas pelo...tempo! Estalactites de felicidade, metais preciosos do bem maior chamado vida. A nostalgia despertou o calor que não sentia desde o dia que acordou palpitante. Porque agora compreendia o aviso para o qual não estava preparado. À sua maneira entendeu mas nossos entendimentos são relativos. E verdadeiramente se viu pronto para voltar. Perguntou á esposa se podia entrar. Ela sorriu e disse: “trouxe o pão para o café?”.
Escrito por Yuri às 03h15
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Principio Nada como a atenção aos detalhes para enxergar a persuasão da sutil infelicidade. Era a gloria dos derrotados aquela vitória. O que adiantava se dizer insuperável, imbatível, que havia chegado ao topo. O sucesso é apenas uma palavra criada pelo gênio humano do contento, na mesma medida que quem não se projeta por conquistas não deve ter noção da própria necessidade. A mediocridade humana é uma realidade diária. É surreal assistir a banalização de valores num simples piscar do interesse. Existe até o direito à felicidade como não houvesse o direito à infelicidade. Precisamos estar satisfeitos, contentes com tudo. Sejamos médios e desprovidos de ilusões de mudança, abramos um largo sorriso ás hipocrisias, saudemos o preconceito que temos e admitimos sem perceber o asco da tradição que exclue. Pra que serve o tradicional senão quando unido ao dinâmico? Mais assustador do que qualquer catástrofe, desastre, o que, alias, ou esta no âmago destes ou lhes é fator exponencial: a indiferença. É o medo do irracional que causa calafrios, mesmo que você evite pensar nisso. Ações desprovidas de sentido vem a galope e devastam esforços de perdão e desapego cuidadosamente arquitetadas.Paradoxalmente, o injustificável se justifica.no esplendor artificial de ditaduras modernas, que estampam revistas de corpos perfeitos contra o orgulho de ser gordo e pensante, que não passa de um duelo sem saúde, sem vencedores. Porque a vida é a simples beleza que traduz uma eterna busca que não desmerece problemas, aplaude momentos de prazer e impulsiona a inquietação. Quieto mesmo so morto salvo a sedução do capital, que se delicia ao ver discussões nas quais é o satélite onde deveria ser a estação, de acordo com a lógica da efemeridade da vida e de cada alvorecer que representa o signo da esperança. Não existe a construção da casa para não receber pessoas e não existe o material sem o espiritual. Mas podemos repetir palavras que ainda serão formulas humanas, uniões de letras e, portanto, sujeitas ao fracasso. Somos os erros que praticamos? Somos o sonho que sonhamos todo dia? Somos a vida comum cotidiana? Somos uma construção social? Todas essas perguntas se afirmam na capacidade humana no pensamento que sente, no sentimento que pensa. Intensamente.
Escrito por Yuri às 03h12
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Aprendizado
Pode parecer pragmatismo da minha parte, mas hoje existe uma confusão (e profusão) de conceitos confusos e mal explicados proferidos a esmo no cotidiano. Em cada conversa que se vê há mal entendidos que se tornam benditos por ignorância de base, aquela que nos ergue a cada nova conquista e, se não a tivermos, chafurdamos sem perceber na lama da mediocridade.
Basta notar: como amigo certamente você já deu um conselho, certo? Ah, mas para o senso incapaz esta errado! O ato de recomendar, puramente desprovido da doutrinação, que é completamente diferente, é massacrado todo dia. “Não se meta na minha vida”! ou “Cada um com seus problemas”! são ataques costumeiros à sinceridade da palavra, que, da mesma forma que devastadora no calibre da maldade, espalha sementes de amor no carinho fraterno.
Desde cedo vivemos para aprender, deixar um legado ou pelo menos fazer algo de que nos orgulhemos. Recebemos a educação para a vida nos exemplos familiares, nos limites e nas concessões de pai e mãe, alem das broncas, psicotapas e, essencialmente, amor e respeito. Na escola o processo continua, com a formação do intelecto por meio dos mestres pouco valorizados na nossa sociedade vazia e com a presença dos amigos, dos quais me refiro aos verdadeiros, que ajudam sob qualquer circunstancia, riem, choram e caminham em constante união do nosso lado.
E nesse caminhar há aprendizados constantes. O problema é que muita gente acha que aprender é só com pai e mãe e quando esta na escola básica, porque na faculdade os professores já não estão preocupados se todos são bem grandinhos e sabem( ou deveriam saber) viver em sociedade e lidar com as pessoas. Desta maneira, perpetuam-se velhos erros e praticas imbecis que com simples atitudes possivelmente mudariam.
Já ouvi muitas vezes uma frase perturbadora: “ As pessoas não mudam”. Não é preciso muito esforço pra ver que a repetição comportamental molda nosso caráter, no entanto nossa personalidade não se altera com as inovações que trazemos tanto aqueles que necessitam de um gesto sentimental ou material quanto no olhar que transmitimos a nos mesmos, para vigiar e sacudir a mesmice, o vicio e a indiferença.
Claro que temos que ponderar sobre cada pessoa e sobre nos antes de uma ação impensada. Por nos, a fim de não falarmos besteira aos outros e não revolucionarmos nossa vida com bizarrices. Pelos outros, a perceber se querem ouvir ou se é melhor continuarmos apenas na linha do agrado, que, pelo menos, pode ser um caminho de alegrias ao próximo, de que quem sabe ganharemos confiança para se pudermos uma hora orientar. Não custa nada tentar.
Escrito por Yuri às 02h45
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Mutante A caminhada não terminava. Sentia-se o único transeunte naquele momento da movimentada cidade. Eram movimentos automáticos de seres autômatos com tecnologia not touch screem, com tanta negação de mudança, por uma calaria doentia de pensamentos. Porque nada mais cotidiano do que o atípico estender de mãos, sorrisos espontâneos, abraços partidos por amores perdidos. Cada dia mais é apenas o rio manso de preguiça à rotina e de tristeza pela transformação do choque: chocante mesmo é o esquecimento do normal. O normal foi duramente atingido pelo estereotipo da apatia, da indiferença, do medo. Claro que este tipo de normalidade existe, escondida ou explicitamente sem vergonha nas atitudes de qualquer pessoa. Contudo, como aquele cidadão do inicio fazia, caminhar, oferecer uma ajuda na medida do esforço possível. Sem pensar muito, seria o bom na essência, desproposital e que se basta em si mesmo. E rareia esta simples atitude, como nada fosse sem propósito na mínima esfera do corriqueiro. A impressão que fica é sempre da vantagem, pois, na cabeça do interesse, tudo se permeia por vitória, êxito, felicidade por money, sex and drugs de preconceito a consumismo, ou o vicio do yuppie, ainda que secreto. Insano despercebido que afasta o sonho, o lúdico, o surreal, c fini la utopie... Nosso cidadão viajava em todas estas divagações e tentava pensar em plantar sementes em campo infértil. Quiçá sem deixar de crer, o que no fim só se morto estivesse vivo ou na acepção de morto mesmo e o espírito já em outra morada. Repentinamente, surgiu o âmago de sua longa caminhada, tão imprevisível como chuva de verão: era um vaga-lume, que piscava em meio a tantas luzes artificiais. Muito mais do que o satélite vivo de sua pequena esperança; mais do que o símbolo do brilho da simplicidade; era tão somente a natureza, suprema, cativante, longe de toda superficialidade humana, fazendo nosso homem crer na sua inteligência ignorante enquanto criação social não natural. Lembrou-se de sua mãe. Ela pagou par lhe dar vida? Encher-lhe de amor? Transmitir-lhe humildade? Dar-lhe beijos doces? Nos tempos atuais, pensou, nada mais surpreende do que o amor em essência, lindo como ele só, ou o cheiro da flor, natural como um simples gesto de humanidade. Se o vagalume lhe contagiou? Olhou-se e viu que era apenas seu rosto o tempo todo no reflexo da vitrine de uma loja. E que maravilhosa sensação: pequeno qual vagalume, brilhante tal a luz de toda manha e com asas para qualquer lugar, mente ou cultura, na pureza de uma nuvem em um dia de sol.
Escrito por Yuri às 04h05
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A falta do chocolate meio-amargo
Certamente uma das melhores invenções feitas pelo homem, a respeito de guloseimas em geral, foi essa dádiva chamada chocolate meio-amargo. Mais do que qualquer outro, esse doce representa a perfeita união entre sabor inconfundível e o ponto ideal de açúcar. Poucas são as pessoas que não o apreciam. Paralelamente a isso, é corriqueiro na atualidade o constante desequilíbrio nas relações sociais do ser humano. Nota-se uma tendência hobbesiana na comunicação, pela qual o homem contraria princípios da vida em sociedade tão consolidados em observância a uma vazia aceitação do diferente, tanto por questões religiosas quanto políticas ou mesmo econômicas. Por isso que o playboy é odiado pelo pobre e vice-versa, que o petista vomita ultrapassadas bandeiras só para contrariar pensamentos conservadores de poucos lúcidos políticos direitistas, que, por sua vez, acolhem em seu ninho político figuras desacreditadas eticamente por parte do povo informado, embora dentro da sociedade haja um cinismo crônico e uma sensível falta de vontade política. Viram como a construção do contexto leva a um enorme labirinto? Claro que as nuances da estrutura social brasileira são mais profundas do que o simples quadro exposto acima, não obstante ser passível de solução pelo contato entre as camadas socias, a busca de políticas publicas de incentivo ao consumo, sem simplesmente apelar ao assistencialismo da imobilidade, do atraso, da impotência do pobre brasileiro dependente.
É preciso acentuar a mobilização por atitudes que harmonizem interesses sem impedir o êxito de projetos, de forma que os direitos concedidos não desequilibrem a equação a quem precisa cumprir sua obrigação para corresponder ao interesse do outro. E qual o ponto de ligação com o tipo de doce que da titulo a este artigo?
Simplesmente pelo fato de que se o chocolate meio-amargo conseguiu estabilizar o amargor natural do cacau com o toque do açúcar, então já esta na mais do que na hora, em momento de crise econômica devastadora, de o governo parar de falar às massas com o carinho da vovó doceira e, ao mesmo tempo, ao empresariado em geral destina azedo expediente, tal como o medico que receita comida desagradável à paciente que quer emagrecer. Se o emagrecimento representa o corte de gastos a que se submetem as grandes empresas no panorama atual, então deveriam se basear os gestos do governo em incentivos fiscais e econômicos para diminuir o impacto e não apenas abrir os cofres a projetos eleitoreiros, como estes do financiamento da casa própria e mesmo as obras do PAC. Ainda que esses projetos possuam seu valor, não se pode prescindir de uma posição mais concreta num momento de instabilidade, tal qual demonstrou o Copom, ao cortar conscientemente os juros em 1,5 %.
Escrito por Yuri às 02h10
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Viagem
Foi um dia desses de muita exaustão E então sentei no banco da estação Olhei, não tinha ninguém, sentei, cochilei. Fiz uma viagem sem comprar uma passagem E logo olhava para os lírios Eles me mostravam um caminho Nele não havia ciência Apenas a essência Ate hoje não sei pra onde fui Mas foi a melhor a coisa que já vivi Quando acordei, despertou uma chama Não nasceu da razão Veio do coração Com o amor que emana Com esse sonho eu aprendi Mesmo tivesse sempre em mim Não vou mais impedir Flores nascendo no meu jardim
Escrito por Yuri às 17h32
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O mito: pensar Era uma noite calma. Como fosse feriado, seria normal se houvesse algo para se fazer, talvez uma festa, quiçá um show. Mas a cidade dormia silenciosamente, interrompida apenas pelos passos de um sujeito, sem muito rumo, numa andança distante. Não que tivesse perdido. Melhor dizê-lo desencontrado de si mesmo, já que se encontrava inerte, completamente confuso. A confusão é reflexo das milhões de pedras que atrapalham o caminho do ser humano, colocadas, diga-se, por ele mesmo! Bicho estranho, não é? “Feliz o burro, bem manezinho mesmo, de não pensar”, pensou ele. Mas então alguma voz lá dentro o respondeu: “quando você vai aprender que não tem sentido deixar de refletir”? E é verdade. Quem não reflete, perde a emoção, tanto por não descobrir ou por continuar a levar, sem perceber o próprio marasmo. A duvida desse sujeito, que podia ser a minha, a sua ou de qualquer outra pessoa, era simples: Para não se complicar tanto em pensamentos existenciais, de que maneira encontrar o equilíbrio? E ai algum guru, tentando fazer parecer fácil, diria: “o importante é ser feliz”. Mas se felicidade tivesse forma, todo mundo acharia e pronto. E assim tudo acabaria, num cessar repentino. Nesse momento, ele ficou tão assustado que parou. Num piscar descobriu. Ele tentava encontrar respostas. Ele não estava parado. Ele não havia morrido, é claro! Pois não parou de desafiar-se, pela busca por respostas que não para. Sorriu. Ele continuaria a gostar do chocolate meio-amargo. Do tempero gostoso da comida da mamãe. Do bater das ondas em seus pés na caminhada na praia. Porque vivia para procurar e, ao achar, novamente seguir procurando. Ao esperar, preferia o barco, a navegar pelo desconhecido, com a certeza do vento e da força de vontade para errar ou acertar, e o único sempre: tentar, e colaborar. Simplesmente assim, ajudando a si e a todos, a entender, e entenderem-se.
Escrito por Yuri às 13h50
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Medidas desmedidas Imagine você, caro leitor, a seguinte situação: um rapaz vai ao geriatra a fim de iniciar um tratamento que o impeça de ter mais filhos. Claro que, no século vinte e um, espera-se do doutor um procedimento cirúrgico e eficaz e seguro. Mas o doutor, para surpresa do paciente, propõe a remoção do, digamos, membro deste. Parece piada, mas a pretensão do promotor Paulo Sérgio Castilho, do Ministério Publico de São Paulo, de diminuir a apenas 5% a carga de ingressos da torcida visitante em clássicos espelha a atitude radical do medico citado acima. Não obstante passar atestado de incompetente e mal treinada apos a confusão com torcedores corintianos no domingo, a policia agora ficara em cômoda situação, já que ao invés de prevenir vandalismos e violência com eficácia nas ações, terá apenas que controlar um pequeno numero de doidos que vão ao estádio. O que, alias, não resolve o problema, pois os malucos causadores de confusão continuam impunes no meio das torcidas desorganizadas. Ademais, quem almeja tumultuar pode usar outros lugares como palco de barbáries, portanto não adianta somente impedi-los de entrar nos campos de futebol. E preciso diminuir o poder das torcidas desorganizadas, que em muitos casos possuem mais sócios do que o próprio clube que representam. Mesmo com tantos abusos, ainda temos que agüentar a conivência chegar ao Maximo, por meio de declarações impensadas da direção do Corinthians, que chamou seu, literalmente, “bando de loucos”, de mártires!? Quanto mais benesses forem dadas para pessoas com espírito de guerra contra o rival, mais a sociedade assistira atônita a fatos absurdos, como a morte do torcedor cruzeirense no domingo, morto por atleticanos que o balearam a sangue-frio. Diante de tal cenário, fica a pergunta: quando o futebol brasileiro demonstrara sinais de paz nos estádios, pela conscientização de seu torcedor e pelo treinamento correto da policia? Será que a Europa continuara a ser modelo distante de ser seguido?Tomara que, ao acabar com a beleza da empolgação de duas torcidas rivais apaixonadas, os órgãos encarregados da segurança publica tenham sensibilidade para combater a violência por outros lados, de maneira que se puna os culpados pelas confusões e haja eficiência policial. Assim, quem sabe um dia possamos voltar aos saudosos tempos em que meu pai ia assistir ao seu time sem receio algum.
Escrito por Yuri às 22h53
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